zynTRIQ · Documento executivo

O que a plataforma zynTRIQ entrega para a organização

Este documento resume, em linguagem simples, todos os módulos da solução e explica como cada um contribui para três frentes essenciais de segurança: enxergar tudo o que existe (Observabilidade), priorizar o que mais importa (Análise de Risco) e corrigir falhas antes que sejam exploradas (Análise de Vulnerabilidades).

Plataforma de Attack Surface Management (ASM) Ativos externos + rede interna + endpoints + apps móveis Atualizado em julho/2026

🧭 Os três pilares que organizam este documento

Cada módulo abaixo é marcado com um ou mais destes selos, indicando em qual frente ele mais contribui.

● Observabilidade

Enxergar tudo

Saber, em tempo real, o que a organização possui: sites, servidores, computadores, dispositivos de rede e aplicativos. Não é possível proteger o que não se sabe que existe.

● Análise de Risco

Priorizar o que importa

Traduzir achados técnicos em uma linguagem de negócio: o que é mais crítico, o que já está sendo explorado por criminosos, e o que impacta compliance e reputação.

● Análise de Vulnerabilidades

Corrigir antes do ataque

Encontrar falhas de segurança concretas, rastrear sua correção com prazos definidos e comprovar que o problema foi resolvido.

📊 Painel Executivo (Dashboard)

A tela inicial de cada projeto — o "painel de instrumentos" da segurança da organização, com tudo consolidado em um único lugar.

📊 Dashboard do Projeto

ObservabilidadeRiscoVulnerabilidade

Reúne, numa única tela, o total de ativos monitorados, as vulnerabilidades encontradas por gravidade, uma nota de risco de 0 a 100 e a situação dos agentes instalados nas máquinas da empresa.

Por que importa: permite que a liderança entenda a postura de segurança da organização em segundos, sem precisar interpretar relatórios técnicos.

Painel executivo do zynTRIQ mostrando score de risco, achados críticos e cobertura de agentes
Tela real Painel executivo de um projeto ativo: score de risco (55/100), achados que precisam de correção imediata, densidade de exposição e cobertura de agentes instalados.
  • Nota de Risco Executiva (0–100) — resume o risco geral do projeto num único número.
  • Densidade de exposição — quanto da superfície exposta concentra problemas.
  • Tendência dos últimos 7 dias — novos ativos, novas falhas, falhas corrigidas.
  • Pontos críticos ("hotspots") — quais sites/sistemas concentram mais falhas abertas.
  • Postura dos agentes de endpoint — quantas máquinas estão protegidas, online, offline ou com problema.
  • Cobertura da rede interna — % de dispositivos internos com proteção instalada.
  • Serviços de rede expostos e visados — catálogo de ~40 portas/serviços de risco conhecido (bancos de dados, acesso remoto etc.) cruzado com o que foi encontrado.
  • Exposição a ataques de indisponibilidade (DDoS) — serviços que podem ser usados para tirar sistemas do ar.
  • CISA KEV — destaca falhas que já são ativamente exploradas por criminosos no mundo real, não apenas teóricas (detalhado na próxima seção).
  • Catálogo de CVEs — todas as falhas catalogadas mundialmente encontradas no ambiente.
  • Explicação automática por IA — resume, em linguagem simples, o impacto e a correção de cada falha crítica.
  • Painel personalizável — cada usuário pode reorganizar o que vê primeiro.
Como o Painel Executivo ajuda a organização, na prática
Observabilidade

Substitui dezenas de planilhas e relatórios avulsos por um único ponto de verdade: quantos ativos existem, quantos scans rodaram e o que mudou nos últimos 7 dias — sem precisar perguntar para a equipe técnica.

Risco

Converte uma lista técnica de falhas em uma nota única (0–100) e em "pontos críticos" por domínio, permitindo decidir em segundos onde investir tempo e orçamento de correção primeiro.

Vulnerabilidade

O indicador "Corrigir agora" já filtra apenas achados críticos/altos abertos — a fila de trabalho imediata da equipe de segurança, sem misturar ruído de achados informativos.

🚨 CISA KEV — Vulnerabilidades Já Exploradas por Criminosos

Risco · núcleoVulnerabilidade

CISA é a agência de cibersegurança do governo dos Estados Unidos. Ela mantém uma lista pública e oficial — o catálogo KEV (Known Exploited Vulnerabilities) — com todas as falhas de segurança que já foram comprovadamente usadas em ataques reais, e não apenas falhas "teoricamente perigosas". O zynTRIQ baixa esse catálogo automaticamente a cada 6 horas (e também sob demanda, com um botão "Atualizar") e cruza, falha por falha, cada CVE encontrado no ambiente da organização contra essa lista.

Cartão do dashboard mostrando o cruzamento com o catálogo CISA KEV
Tela real Cartão dedicado do dashboard: quantas falhas do projeto batem com o catálogo oficial, quantas já foram usadas em campanhas de ransomware, e o tamanho total do catálogo mundial (dado real, atualizado periodicamente).
Gráfico de CVEs encontrados destacando em vermelho os que estão no catálogo CISA KEV
Tela real Toda falha catalogada (CVE) encontrada no ambiente aparece neste gráfico; as marcadas com 🔥 e em vermelho são as que constam no catálogo CISA KEV — ou seja, risco comprovadamente ativo, não hipotético.

Por que isso muda a prioridade da equipe: uma nota de severidade tradicional (Crítica/Alta/Média) mede o dano teórico que uma falha poderia causar. O selo KEV responde a uma pergunta diferente e mais urgente: "criminosos já estão usando essa falha para invadir empresas agora?". Uma falha "Alta" comum pode esperar a fila normal de correção; uma falha "Alta" que também está no KEV — especialmente se ligada a uma campanha de ransomware conhecida — deve furar a fila.

O que o CISA KEV entrega além de uma nota de severidade comum
  • Data de inclusão no catálogo — desde quando o governo americano confirmou exploração ativa daquela falha.
  • Sinalizador de ransomware — indica se a falha já foi usada especificamente em campanhas de sequestro de dados; quando sim, o zynTRIQ eleva automaticamente sua urgência ao nível máximo.
  • Prazo de correção recomendado (due date) — o mesmo prazo que o governo dos EUA exige de suas próprias agências federais para corrigir aquela falha; serve como referência externa e objetiva de urgência para a organização.
  • Ação requerida — texto oficial explicando o que deve ser feito (corrigir, mitigar ou descontinuar o uso do produto vulnerável).
  • Busca livre no catálogo completo — a equipe pode consultar qualquer CVE do mundo contra o catálogo, mesmo que ainda não tenha sido encontrado em um scan.
Observabilidade

Mostra, sem esforço manual, quais domínios da organização concentram CVEs que já viraram arma de ataque real — um raio-x de exposição a ameaças ativas.

Risco

Dá à liderança um critério de priorização objetivo e externo (o mesmo usado pelo governo dos EUA), reduzindo debates internos sobre "o que é realmente urgente".

Vulnerabilidade

Reordena automaticamente listas, explicações por IA e badges vermelhos em toda a plataforma para que a equipe técnica veja essas falhas primeiro, em qualquer tela onde CVEs aparecem.

Nota de transparência: o CISA KEV é tratado como um sinal de urgência independente, e não é somado à Nota de Risco Executiva (que continua sendo calculada apenas pela gravidade técnica das falhas). Assim, a organização enxerga dois sinais complementares: "quão grave é isso, em tese" (nota de risco) e "isso já está sendo usado contra empresas agora" (KEV) — sem misturar os dois em um único número que poderia esconder a urgência real.

🗂️ Projetos, Perfil e Acesso

Observabilidade

Organiza o trabalho por projeto/cliente/área e controla quem, na equipe, pode ver ou alterar cada informação.

  • Gestão de Projetos — cada projeto é um espaço isolado de trabalho.
  • Gestão de usuários e permissões — controle de acesso por papel/função.
  • Busca global — localizar rapidamente qualquer ativo ou achado.

🌐 Ativos Externos — Sites e Domínios

O cadastro de tudo aquilo que a organização expõe publicamente na internet (sites, sistemas, marcas).

🎯 Targets (Domínios) e Organizations (Grupos de Domínios)

ObservabilidadeRisco

Cadastro dos domínios/sites que devem ser monitorados, com opção de agrupá-los sob uma mesma organização (ex.: uma empresa com várias marcas ou subsidiárias) para varreduras em lote.

  • Cadastro de domínios — o que deve ser vigiado continuamente.
  • Agrupamento por organização/marca — visão consolidada de múltiplos domínios.
  • Resumo de risco por site — quantidade de vulnerabilidades e histórico de varreduras por domínio.
  • Dados de propriedade (WHOIS) — quem registrou o domínio, servidores DNS, histórico de IPs — útil para identificar domínios "esquecidos".
Como isso ajuda, na prática
Observabilidade

Garante que nenhum site ou sistema publicado na internet fique "esquecido" fora do radar de segurança — inclusive domínios antigos de campanhas ou marcas secundárias.

Risco

O resumo por alvo mostra imediatamente quais sites concentram mais exposição, ajudando a decidir onde priorizar contratos de correção ou renovação de infraestrutura.

Vulnerabilidade

Cada domínio cadastrado vira automaticamente alvo elegível de varreduras recorrentes — sem cadastro, não há varredura, e sem varredura, a falha nunca é encontrada.

💻 Agentes de Endpoint (Managed Assets)

Um pequeno programa instalado em notebooks e servidores da empresa, que informa continuamente o que está acontecendo em cada máquina.

🖥️ Managed Assets — Máquinas com Agente Instalado

ObservabilidadeRiscoVulnerabilidade

Diferente do módulo de rede interna (que descobre dispositivos de fora), aqui o agente é instalado dentro da máquina (Linux ou Windows) e envia telemetria em tempo real: quem está logado, o que está rodando, uso de recursos e alterações de comportamento.

Por que importa: funciona como um "sensor de saúde" para cada equipamento — parecido com um check-up médico contínuo — sinalizando quando algo foge do padrão antes que vire incidente.

Mapa geográfico dos agentes de endpoint instalados, com status online/offline
Tela real Distribuição geográfica dos agentes instalados, com contagem de pontos online, offline e status de conexão em tempo real.
  • Mapa geográfico dos agentes — onde as máquinas protegidas estão localizadas.
  • Status online / offline / com problema — visibilidade imediata de falhas de comunicação.
  • Telemetria contínua — sistema operacional, uso de CPU/memória/disco, usuário logado, tempo ligado.
  • Nota de risco por máquina — pontua cada equipamento individualmente.
  • Detecção de mudanças — alerta quando algo muda de forma relevante no equipamento.
  • Achados cruzados — une o que o agente vê com o que as varreduras de vulnerabilidade encontraram.
  • Controle de acesso do agente — aprovação, revogação e renovação de credenciais dos agentes.
  • Políticas de retenção de dados — por quanto tempo o histórico é guardado.
Como isso ajuda, na prática
Observabilidade

Dá visibilidade contínua sobre o que acontece dentro de cada notebook e servidor — algo que uma varredura externa jamais enxergaria — incluindo quem está logado e o que está em execução.

Risco

A nota de risco por máquina permite priorizar qual equipamento a equipe de TI deve atender primeiro, em vez de tratar todo o parque de máquinas como igualmente urgente.

Vulnerabilidade

Cruza a telemetria do agente com os achados de scanner, revelando vulnerabilidades que só aparecem quando se olha o equipamento "por dentro" (softwares desatualizados, serviços indevidos rodando).

🏢 Descoberta de Rede Interna (Internal Assets)

Um "sensor" varre a rede interna da empresa e descobre todos os dispositivos conectados — com ou sem proteção instalada.

🔎 Internal Assets — Inventário de Rede

ObservabilidadeRiscoVulnerabilidade

Descobre computadores, servidores, impressoras, câmeras, roteadores, firewalls e outros dispositivos IoT/industriais conectados à rede — inclusive aqueles que ninguém sabia que existiam ("shadow IT"). Cruza cada dispositivo com os agentes instalados para revelar o que está desprotegido.

Por que importa: é comum que 20–40% dos dispositivos de uma rede corporativa estejam fora do radar da TI. Este módulo fecha essa lacuna de visibilidade.

Dashboard de descoberta de rede interna mostrando cobertura de agentes e inventário por tipo de ativo
Tela real Cobertura da rede interna: total de dispositivos encontrados, quantos têm agente instalado, ativos não identificados e distribuição por tipo/criticidade.
  • Dashboard de cobertura — % de dispositivos com e sem agente, por tipo, criticidade e sistema operacional.
  • Sensores de descoberta — gestão dos pontos que fazem a varredura da rede.
  • Inventário detalhado — ficha de cada dispositivo: rede, portas abertas, serviços, dono, criticidade.
  • Achados de risco — problemas específicos por dispositivo (exposição, ausência de agente, movimento lateral).
  • Portas internas sensíveis — serviços administrativos/perigosos expostos mesmo dentro da rede corporativa.
  • Ativos não identificados — dispositivos que a varredura não conseguiu classificar — pontos cegos que exigem investigação.
  • Histórico de varreduras — quando e como cada varredura de rede foi executada.
  • Segmentos de rede / VLANs — configuração de como a rede está dividida, usada para calcular criticidade.
Como isso ajuda, na prática
Observabilidade

Revela o "shadow IT" — impressoras, câmeras, roteadores e computadores que nunca foram formalmente cadastrados pela TI, mas estão conectados e potencialmente vulneráveis.

Risco

O percentual de cobertura com agente é um indicador direto de maturidade de segurança interna — quanto menor, maior a área cega que a organização está assumindo como risco.

Vulnerabilidade

As "portas sensíveis" identificam serviços administrativos (bancos de dados, acesso remoto) abertos dentro da própria rede — o tipo de falha que um invasor explora depois de já ter entrado uma vez.

🛰️ Varreduras de Segurança (Scans)

O motor que efetivamente sai à procura de falhas — como um "radar" contínuo apontado para os ativos da organização.

🕓 Histórico, Agendamento e Inventário

ObservabilidadeVulnerabilidade

Controla quando e como as varreduras acontecem, guarda o histórico de tudo que já foi executado e consolida tudo o que foi descoberto ao longo do tempo.

  • Histórico de varreduras completas — o que foi escaneado, quando e com qual resultado.
  • Histórico de sub-varreduras — reverificações pontuais de uma parte específica.
  • Agendamento automático — varreduras recorrentes sem intervenção manual.
  • Inventário global de subdomínios — todos os endereços web associados aos domínios monitorados.
  • Inventário global de endpoints — todas as páginas/URLs mapeadas.
  • Lista consolidada de vulnerabilidades — todas as falhas encontradas no projeto, filtráveis.
  • Lista de tarefas (Todo) dos analistas — acompanhamento do trabalho manual da equipe de segurança.
Como isso ajuda, na prática
Observabilidade

O agendamento automático garante que a superfície de exposição seja revisitada periodicamente, sem depender de alguém lembrar de rodar uma varredura manualmente.

Risco

O histórico completo permite comparar a evolução do risco ao longo do tempo — se a organização está melhorando ou piorando a cada ciclo de varredura.

Vulnerabilidade

É a etapa que efetivamente produz os achados: sem varredura recorrente, uma falha corrigida hoje não seria testada novamente, e uma nova falha introduzida amanhã não seria detectada.

📄 Relatório Detalhado de cada Varredura

Ao abrir uma varredura específica, o resultado é organizado em abas temáticas — do dado técnico bruto até a leitura executiva de risco e conformidade.

Como ler a coluna "Foco": cada letra indica a qual pilar aquela aba contribui mais — O Observabilidade, R Análise de Risco, V Análise de Vulnerabilidades. Quando aparecem duas letras, a aba contribui para ambos os pilares. O selo "· núcleo" marca as abas em que aquele pilar é a função principal da tela — não apenas um efeito colateral.
AbaO que mostra, em termos simplesFoco
ResumoContadores e gráficos gerais daquela varredura específica.O V
SubdomíniosTodo endereço web descoberto, com status, tecnologias usadas e proteções ativas — mede o tamanho real da superfície exposta.O
Buckets de Nuvem (S3)Armazenamentos em nuvem (AWS/GCP) mal configurados, com risco de dados públicos ou editáveis por qualquer pessoa.O R
Capturas de TelaFotos de cada site/sistema encontrado, para triagem visual rápida (ex.: telas de login expostas).O
Diretórios e ArquivosArquivos sensíveis expostos por engano (backups, configurações, credenciais).V
Endpoints (URLs)Páginas e funcionalidades mapeadas, incluindo pontos que podem ser alvo de ataques de injeção.O V
VulnerabilidadesA lista de trabalho central: cada falha encontrada, sua gravidade, e um plano de correção sugerido por IA.V · núcleo
OSINTO que já está exposto publicamente sobre a empresa: credenciais vazadas, e-mails e funcionários — risco de golpes/phishing. Alimenta o cruzamento de fontes descrito abaixo. Ver detalhes ↓R
Threat IntelligenceCruza os achados com fontes externas de inteligência de ameaças e com os dados da aba OSINT; destaca quando um mesmo ativo aparece em múltiplas fontes de risco — sinal de risco confirmado. Ver detalhes ↓R · núcleo
GRC (Governança, Risco e Compliance)Traduz os achados técnicos para os principais padrões internacionais (OWASP, NIST, CIS Controls) e, em domínios do governo, à norma brasileira PPSI 2.0 — mostra o nível de maturidade e conformidade da organização. Ver detalhes ↓R · núcleo
Plano de RemediaçãoOrdem de correção com prazos por gravidade (crítica em 24–48h, alta em 7 dias, média em 30 dias) e acompanhamento do progresso.V
Visualização / Caminho de AtaqueMapa gráfico interativo mostrando como domínio, servidores, tecnologias e falhas se conectam, incluindo uma animação de "caminho de ataque". Ver detalhes ↓O R
RiscoLeitura executiva final: um indicador único de risco geral e uma matriz que cruza impacto x probabilidade, para saber o que atacar primeiro.R · núcleo
Lista de vulnerabilidades de uma varredura, agrupadas por achado com contagem de ocorrências
Tela real Lista de trabalho de Vulnerabilidades: achados agrupados por tipo (não uma linha por URL repetida), com severidade, número de ocorrências e as URLs afetadas — a fila de correção da equipe técnica.
Medidor de risco geral da varredura com faixas Baixo, Médio, Alto e Crítico
Tela real Aba Risco: um medidor único (0–100) que combina severidade, CVSS, CVEs conhecidos, CWEs e peso das ferramentas de varredura — a leitura de risco mais resumida de toda a varredura.

📋 Quadro de Remediação

Vulnerabilidade

Um quadro Kanban (Aberto / Em Andamento / Corrigido / Fechado) por vulnerabilidade, com filtros e mudança de status em lote — a ferramenta de trabalho do dia a dia da equipe técnica.

Os relatórios executivos em PDF/HTML, incluindo o formato específico para o Board, ganharam uma seção própria mais abaixo: Relatórios PDF/HTML para o Board ↓.

🛰️ Threat Intell + OSINT: Cruzamento de Fontes

Duas abas que, sozinhas, já são úteis — mas que entregam o maior valor quando combinadas: uma mostra o que já está exposto sobre a empresa na internet, a outra confirma se esses vazamentos têm relação com o que foi encontrado tecnicamente.

🔍 OSINT — o que já está exposto publicamente

Risco

OSINT significa "inteligência de fontes abertas": tudo o que qualquer pessoa — inclusive um golpista — já consegue encontrar publicamente sobre a organização, sem precisar invadir nada.

  • Credenciais expostas — e-mails e senhas vazados em bases públicas de vazamentos, o item de maior prioridade da aba.
  • E-mails e funcionários — identidades expostas, usadas em golpes de phishing e engenharia social direcionados.
  • Domínios, hosts e URLs relacionados — outros ativos ligados à organização que também aparecem em fontes públicas.

🌐 Threat Intelligence — contexto de ameaça externo

Risco · núcleo

Enquanto o OSINT lista o que está exposto, a aba Threat Intelligence busca em fontes externas de inteligência de ameaças (vazamentos, menções, documentos públicos) qualquer sinal adicional ligado aos domínios, subdomínios, e-mails e URLs daquela varredura — dando contexto sobre se aquela exposição já é conhecida por quem monitora ameaças.

O cruzamento de fontes: o coração da aba Threat Intelligence

A plataforma automaticamente compara os mesmos ativos (domínios, subdomínios, e-mails) através de três fontes diferentes — Vulnerabilidades encontradas na varredura, OSINT e Threat Intelligence — e sinaliza quando um mesmo ativo aparece em mais de uma fonte ao mesmo tempo:

Vulnerabilidades× OSINT× Threat Intelligence= Risco Confirmado
  • Correlação Cruzada de Fontes — lista de ativos que aparecem em 2 ou mais das três fontes ao mesmo tempo; quanto mais fontes confirmam o mesmo ativo, maior a certeza de que aquele risco é real e não um falso positivo isolado.
  • Identidades expostas em múltiplas fontes — e-mails que aparecem tanto no OSINT quanto na Threat Intelligence, reforçando o risco de uso indevido daquela identidade.
  • Insights automáticos em texto — frases prontas como "X ativos aparecem simultaneamente em Vulnerabilidades, OSINT e Threat Intelligence — tratar como prioridade máxima".
Observabilidade

Mostra o que já é publicamente visível sobre a empresa, do ponto de vista de quem está do lado de fora tentando planejar um ataque.

Risco

Um achado técnico isolado pode ser um falso positivo; o mesmo achado confirmado por OSINT e Threat Intelligence ao mesmo tempo deixa de ser hipótese e vira prioridade máxima de tratamento.

Vulnerabilidade

Direciona a equipe técnica para investigar primeiro os ativos com múltiplas fontes de evidência, em vez de tratar centenas de achados na ordem em que apareceram.

Um princípio que vale para toda a plataforma: esse cruzamento entre Vulnerabilidades, OSINT e Threat Intelligence é a aplicação mais visível de um mecanismo interno chamado Motor de Correlação, que na verdade roda por trás de toda a varredura — não só nessas duas abas. Ele também cruza portas abertas com painéis administrativos, tecnologias desatualizadas, CVEs relacionados e agentes monitorados, alimentando o Score de Risco Executivo do Painel e os relatórios do Board. Na prática: nenhum dado fica isolado — cada achado é sempre lido em conjunto com os demais, para reduzir falsos positivos e apontar com mais precisão onde a exposição real está concentrada.

⚖️ GRC — Governança, Risco e Compliance em Detalhe

A aba GRC é o módulo que traduz achados técnicos de segurança para a linguagem de governança corporativa, usando os principais padrões de mercado reconhecidos internacionalmente — e, para órgãos públicos, também o padrão brasileiro.

📐 Quatro frameworks de referência, aplicados automaticamente

Risco · núcleo

Cada vulnerabilidade encontrada é analisada automaticamente (por correlação de texto — tipo de falha, categoria técnica, descrição) e associada ao(s) padrão(ões) de segurança que ela mais se relaciona. Isso elimina o trabalho manual de um analista ter que, achado por achado, decidir "isso fere qual norma?".

  • OWASP Top 10 (2021) — o catálogo mais usado no mundo para classificar falhas em aplicações web (ex.: Injeção, Controle de Acesso Quebrado, Configuração Insegura).
  • NIST Cybersecurity Framework — referência do governo americano, organizada em 5 funções: Identificar, Proteger, Detectar, Responder e Recuperar.
  • CIS Controls (v8) — conjunto prático de controles de segurança adotado por empresas de todos os portes, do inventário de ativos à resposta a incidentes.
  • PPSI 2.0 — Política de Segurança da Informação do governo brasileiro; avaliado automaticamente apenas em domínios .gov.br.
Aba GRC mostrando histórico de vulnerabilidades desde o primeiro scan
Tela real Visão de abertura da aba GRC: histórico consolidado desde o primeiro scan até o atual, com o total de achados já mapeado a pelo menos um framework de governança.
O que a aba entrega, do técnico ao executivo
  • Histórico de vulnerabilidades — evolução desde o primeiro scan até hoje, não apenas a varredura atual.
  • Lacunas e recomendações de governança — pontos fracos identificados e sugestões de ação.
  • Maturidade por framework (0–100) — traduzida em 5 estágios de leitura simples: Inicial → Em Desenvolvimento → Definido → Gerenciado → Otimizado.
  • Cartão por framework — postura de risco, controles falhos/parciais/eficazes, e as 3 ações prioritárias recomendadas para aquele padrão específico.
  • Selo de conformidade consolidado — leitura única (Conforme / Parcial / Não Conforme), sempre baseada no framework com pior resultado — para não maquiar um problema real.
  • Tabela de mapeamento — cada vulnerabilidade, o(s) framework(s) relacionado(s), o controle específico e a confiabilidade daquela associação.
Gráficos de evolução histórica de vulnerabilidades categorizadas por severidade na aba GRC
Tela real Evolução de vulnerabilidades categorizadas ao longo do tempo, e distribuição por severidade — base usada para calcular a maturidade de governança.
Observabilidade

Mostra o histórico completo de postura de segurança de um domínio desde o primeiro scan — não só a "foto" da varredura mais recente.

Risco

Converte gravidade técnica em pontuação de maturidade organizacional, algo que pode ser acompanhado trimestre a trimestre pelo Board.

Vulnerabilidade

Cada achado técnico já chega com sua ação prioritária recomendada e o controle de segurança específico que ele viola — acelera a resposta da equipe técnica.

Nota de transparência importante: este módulo é uma ferramenta de apoio analítico e priorização — ele correlaciona automaticamente cada achado técnico aos frameworks acima. Ele não substitui uma auditoria formal de compliance nem representa uma certificação oficial; serve como evidência de apoio e acompanhamento contínuo entre auditorias formais.

🕸️ Simulação de Caminho de Ataque

Uma animação dinâmica que mostra, visualmente, como as falhas encontradas em uma varredura poderiam ser encadeadas por um atacante — do ponto de entrada até o impacto final.

🎯 Do atacante ao alcance final, em uma linha do tempo visual

ObservabilidadeRisco

Dentro da aba "Visualização", cada vulnerabilidade encontrada na varredura gera uma "cadeia de ataque" animada — pontos de luz que percorrem, em tempo real, o caminho entre o atacante e o resultado final daquela falha.

Atacante→ Firewall / WAF→ Domínio→ Subdomínio→ Serviço / Porta→ Vulnerabilidade→ Técnica de exploração→ Endpoint atingido→ Alcance do ataque
Animação de caminho de ataque mostrando conexões do atacante até vulnerabilidades e seu alcance final
Tela real Simulação de caminho de ataque de uma varredura real: cada linha representa uma cadeia completa, da ausência de firewall até o tipo de exploração e o alcance final (ex.: exposição de dados, tomada de conta, phishing via e-mails vazados).

Por que isso ajuda o Board a entender risco técnico: uma lista de 61 vulnerabilidades é abstrata para quem não é da área técnica. Ver, visualmente, "esta falha específica permite que um invasor chegue até aqui, e o resultado seria este" transforma uma lista técnica em uma narrativa de negócio compreensível — e ajuda a justificar investimento em correção para quem aprova orçamento.

Observabilidade

Reúne, numa única visão, dados que normalmente estariam espalhados em abas diferentes: WAF detectado, portas abertas, tecnologias, vulnerabilidades e até credenciais vazadas.

Risco

Ordena as cadeias por gravidade, então o Board e a equipe técnica enxergam primeiro os caminhos mais críticos, sem precisar garimpar entre dezenas de achados menores.

Vulnerabilidade

Ao clicar/passar o mouse em cada etapa, a equipe técnica vê o achado exato por trás daquele elo — ligando a narrativa visual de volta ao item técnico que precisa ser corrigido.

Nota de transparência importante: todos os elementos de cada cadeia são reais — vieram diretamente da varredura (WAF detectado de fato, portas realmente abertas, vulnerabilidade realmente encontrada). Porém, a sequência exibida é um modelo ilustrativo e didático, construído automaticamente a partir da gravidade e do tipo de cada achado — e não uma simulação tecnicamente verificada de exploração passo a passo, nem uma prova de que aquele caminho exato é executável. É uma ferramenta de comunicação e priorização visual, não um teste de invasão (pentest) automatizado.

🖨️ Relatórios PDF/HTML — incluindo o Relatório para o Board

A qualquer momento, alguém da equipe pode gerar um relatório da varredura — em três formatos diferentes, dependendo de quem vai ler.

📑 Três modelos, para três públicos diferentes

VulnerabilidadeRisco
  • Padrão (Default) — relatório técnico completo, achado por achado: CVSS, CVEs, CWEs, descrição, impacto e remediação de cada vulnerabilidade. Público: equipe técnica/auditoria.
  • Moderno (Modern) — o mesmo conteúdo técnico do Padrão, com visual atualizado, sumário navegável e uma seção extra de exposição a ameaças. Público: equipe técnica.
  • Board — o único modelo pensado para quem não é da área técnica: sem lista de achados um a um, todo o conteúdo é resumido em indicadores, narrativa executiva e matriz de risco. Público: diretoria e comitês.
Capa do relatório executivo Board, em português, com score de risco e resumo executivo gerado por IA
Tela real Capa do Relatório Board gerado em português: postura executiva, score de risco, resumo executivo redigido automaticamente e as decisões que o comitê precisa tomar.
O que só o Relatório Board entrega
  • Resumo executivo redigido por IA — texto em linguagem de negócio (risco, impacto potencial, recomendações), gerado a partir dos dados reais da varredura — nunca a partir de dados inventados.
  • Governança histórica — não olha só a varredura atual: reúne o histórico de todas as varreduras já feitas contra aquele alvo.
  • Matriz de risco 5×5 — impacto x probabilidade, com uma orientação explícita de como o comitê deve interpretar cada célula.
  • Postura dos agentes instalados — inclusão opcional dos dados de Managed Assets (endpoints), com sua própria matriz de risco.
  • Inteligência de ameaças resumida — reaproveita os mesmos cartões de Correlação, Cabeçalhos HTTP e OSINT vistos no dashboard técnico, em versão executiva.
  • Agenda de governança — fecha com recomendações práticas de patrocínio do Board e uma leitura de risco e impacto potencial ao negócio.
Matriz de risco 5x5 dentro do relatório Board, impacto x probabilidade
Tela real Matriz 5×5 de Risco dentro do Relatório Board: cruza impacto no negócio com a probabilidade de exploração, com orientação de como o comitê deve agir em cada faixa.
Formato, idioma e como é gerado
  • PDF ou HTML — PDF para arquivar/imprimir; HTML para uma versão interativa, que inclui a Simulação de Caminho de Ataque navegável.
  • Português, inglês ou espanhol — apenas o modelo Board oferece essa escolha de idioma; os modelos técnicos são sempre em inglês.
  • Gerado sob demanda — qualquer pessoa autorizada gera o relatório na hora, em segundos; não existe hoje envio automático agendado por e-mail.
  • Identidade visual configurável — nome, endereço, e-mail e site da empresa, além das cores de destaque, podem ser personalizados nas Configurações.
Observabilidade

Consolida em um único documento tudo que hoje está espalhado em várias abas do sistema — útil para reuniões, arquivamento e prestação de contas.

Risco

É o único artefato pensado para circular fora da equipe técnica: leva a discussão de risco até quem decide orçamento, sem exigir conhecimento técnico prévio.

Vulnerabilidade

Os modelos Padrão e Moderno servem como evidência técnica detalhada — úteis para auditoria interna, prestadores de serviço ou comprovação de correção.

Nota de transparência: o resumo executivo do Relatório Board é gerado por Inteligência Artificial a partir dos números reais da varredura. Caso o serviço de IA esteja indisponível no momento da geração, um texto padrão (também em português) é usado no lugar — sem interromper a geração do relatório.

📱 Segurança de Aplicativos Móveis

Analisa aplicativos Android e iOS da organização antes (ou depois) de irem ao ar, seguindo padrões internacionais.

📲 Application Mobile

VulnerabilidadeRisco

Recebe o arquivo do aplicativo e faz uma análise automática de segurança, apontando falhas conhecidas e classificando-as segundo os padrões internacionais de segurança mobile (OWASP Mobile Top 10 e MASVS).

  • Dashboard mobile — visão geral de segurança dos apps da organização.
  • Cadastro de aplicativos — controle de versões analisadas.
  • Nova varredura — envio do app para análise automática.
  • Histórico e logs — rastreabilidade de cada análise executada.
  • Achados classificados — cada falha ligada a um padrão internacional reconhecido, com sugestão de correção por IA.
  • Relatórios em PDF — documento de evidência por app analisado.

⚙️ Configurações e Arsenal de Ferramentas

A "sala de máquinas" da plataforma — não gera dados de risco por si só, mas define como e com que profundidade tudo acima funciona.

🛠️ Motores de Varredura e Integrações

Suporte operacional
  • Motores de varredura — definem o que é verificado (portas, vulnerabilidades, OSINT etc.) e com qual profundidade.
  • Dicionários de busca (wordlists) — listas usadas para encontrar páginas e subdomínios escondidos.
  • Palavras-chave de interesse — destaca automaticamente páginas sensíveis (ex.: login, admin).
  • Configuração fina por ferramenta — ajustes avançados das ferramentas de varredura.
  • Cofre de chaves de integração — credenciais para IA, bug bounty e serviços externos, armazenadas com segurança.
  • Arsenal de ferramentas externas — catálogo de ferramentas de segurança instaladas e atualizadas.
  • Personalização de relatórios — identidade visual e conteúdo dos PDFs gerados.
  • Painel de saúde do sistema — uso de armazenamento e desempenho da plataforma.
  • Integração com HackerOne — envio automático de achados para programas de bug bounty.
  • Canais de notificação — alertas automáticos por Slack, Discord, Telegram etc.
  • Proxies — roteamento de tráfego usado nas varreduras.

⚡ Ferramentas Rápidas (barra superior)

Consultas pontuais, sem precisar rodar uma varredura completa.

  • WHOIS — quem é o dono de um domínio e desde quando.
  • Detector de CMS — identifica a plataforma usada por um site.
  • Consulta de CVE — detalhes de uma falha catalogada específica.
  • Detector de WAF — verifica se um site tem proteção de firewall de aplicação ativa.
  • Atalhos de cadastro — adicionar rapidamente novo alvo, domínio, motor de varredura ou ferramenta.

🧩 Quadro-resumo

Visão consolidada de qual pilar cada módulo reforça — útil para leitura rápida em reunião de diretoria.

MóduloObservabilidadeRiscoVulnerabilidade
Painel Executivo
CISA KEV (falhas já exploradas)
Ativos Externos (sites/domínios)
Agentes de Endpoint (Managed Assets)
Descoberta de Rede Interna
Varreduras (motor/histórico)
Relatório de Varredura — Vulnerabilidades/Remediação
Threat Intell + OSINT (cruzamento de fontes)
GRC / Governança (OWASP · NIST · CIS · PPSI)
Simulação de Caminho de Ataque
Relatórios PDF/HTML (Board)
Aplicativos Móveis
Ferramentas Rápidas
Configurações / Arsenal
Leitura executiva: a plataforma cobre o ciclo completo de gestão de exposição — desde a descoberta de ativos externos e internos (Observabilidade), passando pela priorização em linguagem de negócio e conformidade (Risco), até a correção com prazos e evidência (Vulnerabilidade) — incluindo endpoints, rede interna e aplicativos móveis num único lugar.

📖 Glossário rápido

Termos técnicos que aparecem neste documento, explicados em uma linha.

CVE
Identificador público e mundial de uma falha de segurança já catalogada.
CISA
Agência de cibersegurança do governo dos Estados Unidos, referência mundial em resposta a ameaças.
CISA KEV
Catálogo oficial (EUA) de falhas comprovadamente usadas em ataques reais — não são apenas teóricas.
BOD 22-01
Diretiva do governo dos EUA que define prazos obrigatórios de correção para falhas do catálogo KEV — usada aqui como referência externa de urgência.
GRC
Governança, Risco e Compliance — a disciplina de alinhar segurança a normas e obrigações.
OWASP Top 10
As 10 categorias de falhas mais críticas em aplicações web, segundo a organização internacional OWASP.
NIST CSF
Framework de cibersegurança do governo americano, organizado em 5 funções: Identificar, Proteger, Detectar, Responder, Recuperar.
CIS Controls
Conjunto prático de controles de segurança, amplamente adotado por empresas de todos os portes.
PPSI 2.0
Política de Segurança da Informação do governo brasileiro, aplicável a domínios .gov.br.
Maturidade (Inicial→Otimizado)
Escala de 5 estágios que traduz a pontuação de governança (0–100) em um rótulo de fácil leitura para o Board.
MASVS
Padrão internacional específico para avaliar a segurança de aplicativos móveis.
WAF
Firewall de aplicação web — uma camada de proteção na frente de um site.
SLA
Prazo definido para corrigir um problema, de acordo com sua gravidade.
Shadow IT
Equipamentos ou sistemas conectados à rede sem o conhecimento formal da área de TI.
OSINT
Informação disponível publicamente na internet que pode ser usada contra a organização (ex.: e-mails, credenciais vazadas).
Matriz de Risco 5×5
Tabela que cruza impacto no negócio com probabilidade de exploração, usada para decidir o que corrigir primeiro.